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I
- FUNDAÇÃO
Em 08/11/1857, o Professor e filólogo Antônio Alvares Pereira
Coruja, 1º Gramático do Brasil, nascido em Porto Alegre no
dia 30/08/1806, junto com outros 24 gaúchos fundou a SOCIEDADE
RIOGRANDENSE BENEFICENTE E HUMANITÁRIA, que visava reunir os gaúchos
"de posse" residentes na Capital do Império para ajudar
os gaúchos "necessitados" no Rio de Janeiro, inclusive
proporcionar os seus retornos à terra natal, e visava, ainda, nesse
convívio de ricos e pobres gaúchos a exaltação
do amor ao Rio Grande, pela sua gente, pela sua história e pela
sua Tradição.
RELAÇÃO DOS FUNDADORES
1 - ANTÔNIO ALVARES PEREIRA CORUJA
2 - JOÃO VALVERDE DE MIRANDA
3 - JOSÉ THOMAS CANTUARIA
4 - JÚLIO DE FREITAS LIMA
5 - ANTÔNIO CÂNDIDO DUTRA
6 - ERNESTO MANUEL AMARANTI
7 - JOÃO ANTÔNIO NUNES JÚNIOR
8 - ANTÔNIO DOS SANTOS LONTRA
9 - FRANCISCO JOSÉ ALVES LEITE FILHO
10 - ANTÔNIO FERNANDES BRAGA
11 - FRANCISCO MIRANDA RIBEIRO SOBRINHO
12 - MANUEL TEODOSIO GONÇALVES
13 - AVELINO COELHO DA COSTA
14 - FRANCISCO PEREIRA GOMES
15 - ANTÔNIO RIBEIRO DA SILVA FILHO
16 - FELISBERTO JOSÉ GARCIA
17 - RAFAEL GONÇALVES DE BRITO
18 - HERMENEGILDO ANTÔNIO NUNES
19 - BERNARDINO DE FREITAS LIMA
20 - JOÃO CORRÊA DE OLIVEIRA JÚNIOR
21 - FAUSTINO VIEIRA JÚNIOR
22 - JOÃO DE CÂMARA BARCELOS
23 - JOÃO BAPTISTA DE OLIVEIRA CARVALHO
24 - DOMINGOS FERREIRA MENDES
25 - JOÃO DA SILVA PARANHOS FILHO
Na oportunidade da aprovação do 1º Estatuto da Sociedade,
em 02/02/1858, foram agraciados com títulos honoríficos:
Dom Feliciano José Rodrigues Prates (1º Bispo do Rio Grande
do Sul), o Marques de Caxias (Presidente do Conselho de Ministros e senador
pelo Rio Grande do Sul), o Barão de Mauá, o Barão
de Quararim (Pedro Fernandes Braga, senador pelo Rio Grande do Sul), os
conselheiros de estado e senadores do Império, José Martins
da Cruz Jobim e José de Araújo Ribeiro e o Ministro da Fazenda,
Cândido Batista de Oliveira.
E tamanho foi o desenvolvimento da Sociedade na área da beneficência,
do humanismo e da cultura, que teve os seus atos reconhecidos através
do Decreto 2933, de 11/06/1862, assinado pelo Conselheiro de Estado, Presidente
do Conselho de Ministros e Secretário de Estado dos Negócios
do Império, o Exmo. Marques de Olinda e chancelado por Sua Majestade
o Imperador Dom Pedro II, lhe concedendo a "Autorização
de Atuação Beneficente e Humanitária".
COMENDAS E TÍTULOS
A Sociedade Sul Riograndense possui as seguintes comendas:
MEDALHA "PEDRO ERNESTO" - Outorgada pela Câmara Municipal
do Rio de Janeiro.
MEDALHA COMEMORATIVA "IV CENTENÁRIO DE SANTA CRUZ" -
Outorgada pela XIX Região administrativa e Associação
dos Filhos e Amigos de Santa Cruz.
MEDALHA "PIRACEMA" - Outorgada pelo Ecomuseu, por ocasião
do II encontro internacional de Ecomuseus - IX ICOFOM LAM.
TROFEU "PIONEIROS" - Outorgado pelo "35 CTG" Porto
Alegre.
TÍTULO DE UTILIDADE PÚBLICA MUNICIPAL
TÍTULO DE UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL
II - O FUNDADOR
O Comendador ANTONIO ALVARES PEREIRA CORUJA, nasceu em Porto Alegre no
dia 30 de agosto de 1806 e faleceu no Rio de Janeiro a 04 de agosto de
1889, foi um dos grandes estudiosos iniciais dos usos e costume do povo
gaúcho e de seu linguajar, de vez que era também professor
de português.
Formado em Letras, mestre em Latim, Filosofia, tornou-se o primeiro Gramático
do Brasil.
Seu interessante vocabulário - "Coleção de Vocábulos
e Frases" foi publicado inicialmente na Revista do Instituto Histórico
e Geográfico Brasileiro, em 1852.
Revolucionário Farroupilha, foi preso em 1836 e enviado para o
Rio de Janeiro, de onde não mais se afastou., Exerceu, depois de
1845, novamente o professorado na Capital do País, cercado sempre
pelos gaúchos que visitavam a cidade.
É de sua autoria, entre outras obras:
COMPÊNDIO DA ORTHOGRAFIA DA LINGUA NACIONAL
publicada em 1848, e que serviu de base gramatical nas escolas publicas
do Império.
Em 1838, na Corte, publicou o Manual do Estudante de Latim - "Lições
de História do Brasil, 1855, com sete edições posteriores".
Em 1835 publicara em Porto Alegre, o Compêndio de Gramática
da Língua Nacional.
Em 1852, Manual de Ortografia da Língua Nacional; em 1850, Aritmética
para Meninos; Alguns livros didáticos e uma série de estudos
na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Recebeu do Imperador Dom Pedro II a comenda da Ordem "DAS ROSAS".
Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Professor dedicado ao ensino da juventude por mais de 30 anos, primeiro
em Porto Alegre e depois de banido, no Rio de Janeiro.
A Prefeitura de Porto Alegre o homenageou, dando nome a uma rua da Capital:
Rua Comendador Coruja.
III - MUDANÇAS ESTRUTURAIS
Na sua evolução política, econômica, social
e beneficente a Sociedade passou por importantes modificações
na sua estrutura.
1 - A reforma estatutária de 12/02/1910 muda o nome para Sociedade
Rio-Grandense e incorpora as atividades recreativas, culturais e educacionais.
2 - A reforma de 10/09/1926 muda o nome para Sociedade Sul Rio-Grandense
e inclui entre as suas atividades o cultivo dos hábitos e costumes
do Rio Grande do Sul.
3 - A de 27/10/1941 mantém a beneficência somente para os
sócios e seus dependentes, e obriga a comemoração
do 20 de setembro.
4 - A de 14/08/1975 a beneficência volta a ser prestada a todos
os gaúchos necessitados, porém dentro de dotação
orçamentária da Sociedade e são criados os Departamentos
de Sede Campestre, Cívico Cultural e Esportivo.
IV - EVOLUÇÃO PATRIMONIAL
Também a sua evolução patrimonial passou de salas
alugadas para um Edifício-sede denominado de "Casa do Rio
Grande" , no Rio de Janeiro, na Av. Rio Branco, 183 inaugurado em
25/11/1907, na presidência do Cel. Alfredo Augusto de Almeida.
A benção do edifício foi dada pelo Revmo.Dom João
Francisco Braga, Bispo de Petrópolis, e a reunião de incorporação
foi presidida pelo Senador José Gomes Pinheiro Machado.
Em 20/09/1931, no mesmo local, foi inaugurada a nova sede, agora com 10
andares. Naquela ocasião houve uma recepção e baile,
com a presença do Exmo. Sr. Dr. Getulio Vargas, Chefe do Governo
Provisório, e de todo o seu ministério.
Em 1972, sob a presidência do Dr. Augusto Leivas de Otero foi vendido
o edifício da Av. Rio Branco, 183 e comprada uma área em
Santa Cruz com 45 ha. onde passa a ser a sede campestre.
V - MONUMENTO AO MARECHAL OSÓRIO
Coube à Sociedade Sul Rio-Grandense a articulação
de um movimento para homenagear o ilustre Marechal, Marquês do Herval.
Assim é que em 10/10/1879, pela Ata nº 121 da Diretoria, foi
criada uma comissão para angariar fundos, em âmbito nacional,
visando erguer uma estátua de Osório, na Capital do Império,
para perpetuar entre nós a imagem do digno militar representante
do povo gaúcho.
A Comissão foi constituída dos seguintes sócios:
Presidente - Barão de Andaray
Vice-presidente - João Valverde Miranda
1º Secretário - Ricardo D'avila Souza
2º Secretário - Cândido Gaffree
Tesoureiro - Manuel Vicente Lisboa
Angariados os fundos necessários, com a contribuição
de órgãos públicos, jornais, empresas comerciais
e industriais e de voluntários coletados nas ruas do Rio de Janeiro
e Porto Alegre, outra comissão foi criada para, então, construir
o monumento:
Presidente - Cândido Gaffree
Secretário - Eduardo Guinle
Tesoureiro - Manuel Vicente Lisboa
Adjuntos - Faustino Vianna, Manoel Joaquim Ferreira Dutra, General Bebiano
Sergio da Fontoura Costallat, João Valverde de Miranda, Antônio
da Silva Lisboa e Rodolfo Bernardelli.
Treze anos se passaram e em 21/06/1892 os restos mortais do Marechal foram
transladados da Igreja da Cruz dos Militares para o mausoléu construído
na base do monumento em fase final de erguimento no antigo Largo do Paço,
hoje Praça XV de Novembro. Finalmente, em 12/11/1892, o monumento
foi inaugurado.
O filho do Marquês do Herval, Dr. Fernando Luiz Osório, em
reconhecimento à Sociedade Sul Rio-Grandense presenteou-a com um
retrato a óleo do Marechal a cavalo, em Campos do Paraguai, feito
pelo pintor Aurélio de Figueiredo (irmão de Pedro Américo)
que o intitulou "Na véspera do triunfo" referindo-se
as vésperas da batalha de Tuiuty.
O retrato foi inaugurado em 24/05/1914, em sessão cívica,
na sede da Sociedade.
O Marechal Manuel Luiz Osório, Marquês do Herval, nascido
a 10/05/1808 em Conceição do Arroio, Rio Grande do Sul,
faleceu em 04/10/1879, no Rio de Janeiro.
VI - GALERIA DE PERSONALIDADES
Em pesquisa recente, realizada nos livros de registro de matrícula
da SSR, foram identificadas algumas personalidades que já foram
sócios ou foram agraciados com títulos de benemérito.
Dentre essas personalidades destacamos:
NOME MATR NOME MATR
PINHEIRO MACHADO 0009 LINEU PAULA MACHADO 0857
BORGES DE MEDEIROS 0070 HEITOR VILLA-LOBOS 0926
ROCHA FARIA 0071 AMAURY KRUEL 0935
SILVEIRA MARTINS 0088 ARTUR COSTA E SILVA 0938
PAULO DE FRONTIN 0130 OLEGARIO MARIANO 0951
DJALMA ULRICH 0189 GOES MONTEIRO 1029
GETULIO VARGAS 0271 EDSON PASSOS 1030
LINDOLFO COLLOR 0299 JOÃO CARLOS MACHADO 1032
FLORES DA CUNHA 0392 ERICO VERISSIMO 1125
OSWALDO ARANHA 0438 PEDRO CALMON 1325
CYRO ARANHA 0463 EMILIO G. MEDICI 1326
MARIO KROEFF 0491 MARIO QUINTANA 1437
RIVADAVIA C. MEYER 0513 PAULO CESAR CARPEGIANI 1863
JOÃO BATISTA LUZARDO 0276 EUCLIDES FIGUEIREDO 0450
JOÃO
GOULART 1160 - LEONEL BRIZOLA 1165
ERNESTO
GEISEL 1320
VIII - LENÇO FARROUPILHA
Por iniciativa da família do ex-sócio João Carlos
Machado, a SOCIEDADE SUL RIOGRANDENSE recebeu, em doação,
um exemplar do histórico LENÇO FARROUPILHA, usado pelos
heróicos farrapos no final da Revolução Farroupilha.
Todos os livros que tratam do levantamento do número de exemplares
ainda existentes do Lenço, dão conta da existência
de 08 exemplares. Em nenhum momento esse, que agora é do acervo
da SSR é citado. Agora são 09 exemplares. Esse fato se torna
mais relevante ainda, pelo fato dele ter sido feito em 1844.
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